Feira de Ciências – TAVIRA 2009

17 17UTC Novembro 17UTC 2008

O Centro Ciência Viva de Tavira, vai promover a realização da FEIRA DAS CIÊNCIAS – TAVIRA 2009 que terá lugar, no Largo do Carmo, nos dias 29 e 30 de Maio de 2009.

Estas iniciativas têm-se revelado um instrumento de grande importância na mobilização de alunos e professores nas práticas inovadoras do ensino das ciências, pela oportunidade que oferecem, quer seja por darem visibilidade aos que já se esforçam por promover um ensino de qualidade na educação das ciências, quer seja por constituírem um instrumento de desafio ao aparecimento de novos protagonistas, ou quer seja, ainda, por darem reconhecimento institucional e público a um novo e actual ensino de ciências.

As feiras das ciências constituem um tipo de iniciativa muito generalizado em países que promovem intensamente o ensino das ciências de um modo prático e experimental.

A Feira das Ciências – TAVIRA 2009 é um evento em que os alunos apresentarão ao público trabalhos que desenvolveram durante o ano, explicando aos visitantes o seu significado, permitindo, não só a partilha de experiência e a visibilidade dos professores que se empenham em desenvolver trabalho inovador nesta área, mas também uma oportunidade para os alunos assumirem o papel de divulgadores e educadores em ciência para o público em geral.

A organização garantirá gratuitamente, o alojamento, os almoços e os jantares dos participantes e já começou a contactar as Autarquias no sentido de obter financiamento para o pagamento da inscrição e transporte. Cada projecto participante terá um custo de 200€.

Para mais informação poderão visitar o site disponível em: http://www.cvtavira.pt/feiraciencias2009/ ou enviarem um email para: feiradasciencias@gmail.com .

Salientamos que o prazo de inscrição termina no dia 09 de Janeiro de 2009, todavia a comissão organizadora agradece que façam a inscrição o mais rapidamente que vos for possível, para que junto da autarquia respectiva obtenha a garantia do financiamento da inscrição e transporte. Segue folheto em anexo como todos os dados necessários.

 

Pode consultar o regulamento em:  

http://www.cvtavira.pt/feiraciencias2009/docs1/fciencias2009_normasfuncionamento.pdf

 

Ou o folheto de divulgação em:

http://www.cvtavira.pt/feiraciencias2009/docs1/escolas_web1.pdf


INSCRIÇÕES ATÉ 02 DE FEVEREIRO DE 2009

26 26UTC Janeiro 26UTC 2009

INSCRIÇÕES ATÉ

02 FEVEREIRO 2009


Energia Eólica

21 21UTC Janeiro 21UTC 2009

O vento é uma fonte limpa e renovável de energia. Aprenda como uma turbina eólica captura a energia cinética do vento e a transforma em eletricidade.


FEBRACE 2008 – Feira Brasileira de Ciências e Engenharia

21 21UTC Janeiro 21UTC 2009

A FEBRACE é uma Feira anual para estudantes do último ano do Ensino Fundamental e estudantes do Ensino Médio e Técnico. Escolas públicas e particulares de todo o Brasil podem participar. Para isso, basta enviar o seu projeto, e ele concorrerá em uma das categorias da feira. Escolha entre uma das áreas das Ciências (Exatas e da Terra, Biológicas, da Saúde, Agrárias, Humanas e Sociais) ou da Engenharia e suas aplicações, e mãos à obra!

in http://www.lsi.usp.br/febrace/


Websites para consulta

15 15UTC Dezembro 15UTC 2008

Poema para Galileo

10 10UTC Novembro 10UTC 2008

Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.

Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!

Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.,

Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar- que disparate, Galileo!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação-
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.

Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.

Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.

Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas- parece-me que estou a vê-las -,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e descrevias
para eterna perdição da tua alma.,
Ai Galileo!
Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.

Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto incessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.

António Gedeão